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quarta-feira, 17 de julho de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
palaçoulo: uma excessiva mediatização?
num comentário a um post anterior, um leitor levanta uma questão interessante relacionada com os benefícios ou problemas que esta recente e crescente mediatização da terra pode trazer à aldeia.
primeiro: se me perguntarem se esta mediatização tem sido excessiva, diria que sim. porque quando as notícias são essencialmente as mesmas, apenas com ligeiras variações de intervenientes deixam de ser notícias no real sentido da palavra e passam a ser reportagens, que se forem pouco mais do que repetições acabam por perder interesse. no entanto, percebo bem este 'excesso' que, quanto a mim, tem a ver com dois pontos principais: um interno outro externo. primeiro o externo, que é mais ligeiro: em tempos de crise, a comunicação social gosta de apresentar, para variar um pouco, bons exemplos, casos de sucesso, sítios onde as coisas ainda correm bem, aldeias industrializadas e sem desemprego, etc. a razão interna é mais polémica: talvez uma das razões para o desenvolvimento das indústrias principais de palaçoulo tenha a ver com a competição entre empresas, sempre (pelo menos desde que eu me lembro) houve mais do que uma indústria a produzir o mesmo tipo de produto. essa competição também se nota quando toca a aparecer na televisão. se uma empresa aparece numa reportagem logo surgirá uma outra reportagem de outro qualquer meio de comunicação social que fala sobre a outra empresa, e por aí fora.
segundo: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido benefícios à terra, diria que sim, mas não muito. sim, porque, pelo menos para as empresas é publicidade, boa publicidade, e se é bom para as empresas da terra é bom para a terra no seu todo. não muito, porque me parece que não têm sido exploradas muitas oportunidades, nomeadamente a nível turístico: por exemplo, quando se fala nos restaurantes da terra refere-se sobretudo o facto de (por haver muitos funcionários nas empresas locais) terem muitos clientes nas diárias e venderem almoços para fora, e não se fala na excelente gastronomia local (posta à mirandesa, entre outros). parece-me que se podia aproveitar mais o espaço mediático que a indústria abre para potenciar outros factores da terra como a (já referida) gastronomia , a cultura (caramonico, pauliteiros), os recursos naturais ou a caça. aparentemente também não tem servido para puxar investimento local: por exemplo, fazia sentido a IC5 ter uma saída para a aldeia mais industrializada do distrito, e fazia sentido isso ser dito e reivindicado nessas reportagens.
terceiro: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido problemas à terra, diria que não. é certo que já ouvi (sobretudo de pessoas mais idosas) coisas do género 'isto de estar sempre a passar na televisão a dizer que aqui se vive bem ainda vai trazer para cá ladrões', mas situações desse tipo não me parecem prováveis até porque esse tipo de assaltantes de aldeias preferem aldeias isoladas, o que não é o caso (e isso mesmo é confirmado pelas mesmas notícias). também não acho que, como diz o comentador, as pessoas da terra possam estar a cair no "engodo" da comunicação social com coisas do tipo "os governantes de portugal deveriam vir a palaçoulo aprender". as pessoas de palaçoulo são inteligentes e percebem que isso são soundbytes que a comunicação social adora. a televisão não vai convencer ninguém com baixa qualidade de vida que tem uma boa vida só por viver em palaçoulo, quando ela sabe que não é assim. e ninguém conhece as pessoas de palaçoulo melhor do que as próprias pessoas de palaçoulo. mas uma coisa é certa, ninguém duvide que num sábado à noite, a altas horas da madrugada, num qualquer café de palaçoulo, se encontravam quatro ou cinco gajos com melhores ideias para este país do que o passos coelho e seus amigos.
primeiro: se me perguntarem se esta mediatização tem sido excessiva, diria que sim. porque quando as notícias são essencialmente as mesmas, apenas com ligeiras variações de intervenientes deixam de ser notícias no real sentido da palavra e passam a ser reportagens, que se forem pouco mais do que repetições acabam por perder interesse. no entanto, percebo bem este 'excesso' que, quanto a mim, tem a ver com dois pontos principais: um interno outro externo. primeiro o externo, que é mais ligeiro: em tempos de crise, a comunicação social gosta de apresentar, para variar um pouco, bons exemplos, casos de sucesso, sítios onde as coisas ainda correm bem, aldeias industrializadas e sem desemprego, etc. a razão interna é mais polémica: talvez uma das razões para o desenvolvimento das indústrias principais de palaçoulo tenha a ver com a competição entre empresas, sempre (pelo menos desde que eu me lembro) houve mais do que uma indústria a produzir o mesmo tipo de produto. essa competição também se nota quando toca a aparecer na televisão. se uma empresa aparece numa reportagem logo surgirá uma outra reportagem de outro qualquer meio de comunicação social que fala sobre a outra empresa, e por aí fora.
segundo: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido benefícios à terra, diria que sim, mas não muito. sim, porque, pelo menos para as empresas é publicidade, boa publicidade, e se é bom para as empresas da terra é bom para a terra no seu todo. não muito, porque me parece que não têm sido exploradas muitas oportunidades, nomeadamente a nível turístico: por exemplo, quando se fala nos restaurantes da terra refere-se sobretudo o facto de (por haver muitos funcionários nas empresas locais) terem muitos clientes nas diárias e venderem almoços para fora, e não se fala na excelente gastronomia local (posta à mirandesa, entre outros). parece-me que se podia aproveitar mais o espaço mediático que a indústria abre para potenciar outros factores da terra como a (já referida) gastronomia , a cultura (caramonico, pauliteiros), os recursos naturais ou a caça. aparentemente também não tem servido para puxar investimento local: por exemplo, fazia sentido a IC5 ter uma saída para a aldeia mais industrializada do distrito, e fazia sentido isso ser dito e reivindicado nessas reportagens.
terceiro: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido problemas à terra, diria que não. é certo que já ouvi (sobretudo de pessoas mais idosas) coisas do género 'isto de estar sempre a passar na televisão a dizer que aqui se vive bem ainda vai trazer para cá ladrões', mas situações desse tipo não me parecem prováveis até porque esse tipo de assaltantes de aldeias preferem aldeias isoladas, o que não é o caso (e isso mesmo é confirmado pelas mesmas notícias). também não acho que, como diz o comentador, as pessoas da terra possam estar a cair no "engodo" da comunicação social com coisas do tipo "os governantes de portugal deveriam vir a palaçoulo aprender". as pessoas de palaçoulo são inteligentes e percebem que isso são soundbytes que a comunicação social adora. a televisão não vai convencer ninguém com baixa qualidade de vida que tem uma boa vida só por viver em palaçoulo, quando ela sabe que não é assim. e ninguém conhece as pessoas de palaçoulo melhor do que as próprias pessoas de palaçoulo. mas uma coisa é certa, ninguém duvide que num sábado à noite, a altas horas da madrugada, num qualquer café de palaçoulo, se encontravam quatro ou cinco gajos com melhores ideias para este país do que o passos coelho e seus amigos.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
festa de santa bárbara
diz o ditado que só nos lembramos de santa bárbara quando há trovoada. em palaçoulo não é bem assim. há pelo menos outro dia em que nos lembramos dela, normalmente no segundo ou terceiro domingo de setembro, o dia em que lhe dedicamos a festa.
é inquestionável que "a festa" de palaçoulo é 2 de setembro, sem discussões. porém, se perguntarmos aos caramonicos qual a festa da terra que mais gostam, acredito que a maioria escolhesse a festa de santa bárbara. é mais caseira, mais íntima, mais tradicional. tem características únicas e um encanto muito particular. o peditório com os pauliteiros (que tem início solene na igreja com o acto de contrição), a procissão com todos os santos, a gaita, caixa e bombo, a actuação dos pauliteiros à saída da igreja. e, nos últimos anos, o festival de folclore da caramonico (este ano, a XII edição). é também a festa mais democrática de todas as festas: os mordomos rodam pela aldeia, quatro casas por ano, sejam novos ou velhos, pobres ou ricos, bonitos ou feios, todos são mordomos e a festa é de todos.
este ano, no sábado, em vez do habitual conjunto até temos um baile "à moda antiga", com grupos de música tradicional. não é para dançar, é para bailar! 15 e 16 de setembro, não é para faltar! nem que haja trovoada...
é inquestionável que "a festa" de palaçoulo é 2 de setembro, sem discussões. porém, se perguntarmos aos caramonicos qual a festa da terra que mais gostam, acredito que a maioria escolhesse a festa de santa bárbara. é mais caseira, mais íntima, mais tradicional. tem características únicas e um encanto muito particular. o peditório com os pauliteiros (que tem início solene na igreja com o acto de contrição), a procissão com todos os santos, a gaita, caixa e bombo, a actuação dos pauliteiros à saída da igreja. e, nos últimos anos, o festival de folclore da caramonico (este ano, a XII edição). é também a festa mais democrática de todas as festas: os mordomos rodam pela aldeia, quatro casas por ano, sejam novos ou velhos, pobres ou ricos, bonitos ou feios, todos são mordomos e a festa é de todos.
este ano, no sábado, em vez do habitual conjunto até temos um baile "à moda antiga", com grupos de música tradicional. não é para dançar, é para bailar! 15 e 16 de setembro, não é para faltar! nem que haja trovoada...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
afinal as festas ainda não acabaram...
13 de Setembro
IX FESTIVAL DE FOLCLORE - CARAMONICO 2009

uma organização da Caramonico - Associação para o desenvolvimento integrado de Palaçoulo
integrado nas
FESTAS DE SANTA BÁRBARA - PALAÇOULO 2009

uma organização da Comissão de Festas de Santa Bárbara (que tem a particularidade de ser rotativa, pela aldeia, de ano para ano)
não faltar à mais tradicional festa da terra!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
pauliteiros de palaçoulo já estão no youtube
graças ao rui preto, que se deu ao trabalho de lá colocar o vídeo...
à saída da igreja, na festa de santa bárbara
o laço (lhaço, em mirandês) - assim se chamam as músicas dançadas pelos pauliteiros - é o Mirandum.
à saída da igreja, na festa de santa bárbara
o laço (lhaço, em mirandês) - assim se chamam as músicas dançadas pelos pauliteiros - é o Mirandum.
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