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quarta-feira, 31 de julho de 2013
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
o caralho é que a tdt é grátis
comecemos por supor que eu até estava a pensar comprar uma televisão nova (suposição verdadeira), que a minha até já nem liga (suposição verdadeira), logo agora que a casa dos segredos está quase no fim e eu quero ver se a cátia e o marco se enrolam ou não (cheira-me que sim), e que, já agora, ia comprar uma televisão preparada com receptor de televisão digital terrestre - tdt, para não ter de mais tarde comprar um adaptador (suposição verdadeira).
suponhamos ainda que eu estou em leiria (suposição verdadeira).
nesta situação a tdt seria grátis.
suponhamos, agora, que eu estou em palaçoulo (suposição verdadeira, que devia ser verdadeira mais vezes).
nesta situação a tdt iria custar-me 138 euros.
como palaçoulo não tem cobertura digital (nem está previsto que vá ter, segundo me informou a senhora que me atendeu na assistência e levou, coitada, com as minhas queixas), de nada servem as televisões com receptores e é necessário um kit TDT Complementar via satélite (DTH) que custa 77 euros (mais 96 para cada televisão extra). mas este kit não vem completo, porque falta a necessária antena parabólica que vem com o técnico de instalação do kit por mais 61 euros. (aparentemente estes 61 euros podem ser poupados, se tiveres já uma parabólica, os cabos e conseguires pôr aquilo a funcionar...).
este é só mais um recente exemplo da discriminação "positiva" que tantas vezes é defendida em comícios nas cidades do interior.
[esta situação faz-me lembra uma muito engraçada que acontece com o gás: o gás natural é taxado com iva de 6%. os coitados que não têm acesso ao gás natural (interior, sobretudo) para além de terem de carregar as botijas (que não são nada leves) para casa têm de pagar 23% de iva. ao que parece esta desigualdade está para terminar. como? taxando este bem de primeira necessidade ao valor mais alto para toda a gente, pois claro...]
mas vejamos o lado positivo da coisa: podemos entrar no guiness, naqueles recordes à portuguesa, como a região no mundo com maior percentagem de casas com antenas parabólicas.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
a parabólica de sorragas
palaçoulo sempre de foi uma terra de ponta. também na tecnologia. nos tempos em que ainda não havia sportTv, nem sequer tv cabo, ainda nos principios da televisão por satélite, nos tempos em que o Benfica chegava a finais dos clubes campeões europeus, sorragas, com bom olho para o negócio, instala uma parabólica gigante no seu café. era a novidade total. havia uma ou outra parabólica por miranda e tal, mas nada que se comparasse com aquela. lá, muita gente viu pela primeira vez a mtv, a eurosport, a cnn, a rtl (que tinha uns filmes interessantes nas noites de fim de semana, ainda que em alemão e sem legendas) e tantos outros canais. mas o que fazia realmente a diferença era o futebol. os jogos das competições europeias não davam sempre na RTP mas davam algures num canal da parabólica de sorragas, provavelmente num canal do país da equipa adversária. as enchentes, em dias de grandes jogos, sucediam-se. vinha pessoal dos três concelhos para ver a bola. o café era grande e aguentava muita gente, até um dia que aquilo rebentou...
meia final da liga dos campeões (antes, taça dos clubes campeões europeus), 1990. benfica-marselha. o célebre jogo do célebre golo do vata, com a mão. não creio estar a exagerar muito se disser que estavam perto de 1000 pessoas para ver o jogo. obviamente, não cabia tanta gente no café. a solução foi instalar outra televisão na rua, no extinto cureto onde centenas de pessoas festejaram a passagem à final. aquele golo do vata, a quantidade de cerveja pelo ar, aquela alegria toda naquele estádio improvisado em plena praça, nunca esqueci.
para rever:
[o sucesso económico da parabólica, por via do futebol, foi a tal ponto enebriante, que se tentou fazer daquilo um espectaculo, com bilhete a pagar, em sala privada. felizmente, o bom senso das pessoas não permitiu sucesso à iniciativa]
meia final da liga dos campeões (antes, taça dos clubes campeões europeus), 1990. benfica-marselha. o célebre jogo do célebre golo do vata, com a mão. não creio estar a exagerar muito se disser que estavam perto de 1000 pessoas para ver o jogo. obviamente, não cabia tanta gente no café. a solução foi instalar outra televisão na rua, no extinto cureto onde centenas de pessoas festejaram a passagem à final. aquele golo do vata, a quantidade de cerveja pelo ar, aquela alegria toda naquele estádio improvisado em plena praça, nunca esqueci.
para rever:
[o sucesso económico da parabólica, por via do futebol, foi a tal ponto enebriante, que se tentou fazer daquilo um espectaculo, com bilhete a pagar, em sala privada. felizmente, o bom senso das pessoas não permitiu sucesso à iniciativa]
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
diz que a internet anda pelo ar
diz que sim.
mas só anda às vezes.
e só se dá bem com os ares da praça.
misteriosos problemas técnicos continuam a atrasar uma maior cobertura da aldeia. enquanto isso, as antenas vão servindo para dar um ar tecnológico à paisagem.
é pena para todos, até porque o que era inicialmente uma boa medida pode vir a tornar-se numa piada e numa arma de arremesso.
mas só anda às vezes.
e só se dá bem com os ares da praça.
misteriosos problemas técnicos continuam a atrasar uma maior cobertura da aldeia. enquanto isso, as antenas vão servindo para dar um ar tecnológico à paisagem.
é pena para todos, até porque o que era inicialmente uma boa medida pode vir a tornar-se numa piada e numa arma de arremesso.
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