quarta-feira, 17 de junho de 2009

a fuga

o pessoal novo parava todo no café A. todo, e era bastante pessoal. todas as noites, especialmente nos verões (que na altura eram grandes). o café A era mais moderno, tinha melhor televisão, mais diversão, passava por lá toda a gente, pessoal de fora, o pessoal novo queria era ambiente por isso parava no café A. porque era clientela forte e certa, o pessoal tinha (ou assumia) uma certa posição no café, achava que merecia atendimento melhor, mais consideração; os conflitos (quentes, mas sempre pacíficos) com os donos foram-se sucedendo até que um dia o copo entornou à custa das habituais reclamações pela prematura hora de encerramento do café, numa noite que não convidava a ir dormir cedo. dois ou três mais incendiários sugeriram que a partir desse dia deixassem todos de frequentar o café A. passariam a frequentar o café B. por nada de especial, porque sim. parecia conversa de fim de noite, de quem está chateado por não beber mais um fino, mas o certo é que no dia seguinte lá estava o pessoal todo no café B. e por lá ficaram, por anos e anos.
hoje, o pessoal ainda vai parando pelo café B, apesar de ter dispersado ao longo do tempo, num movimento normal de mercado, em nada comparável com a grande fuga.

4 comentários:

Anônimo disse...

Quais são os cafés?!
E de certeza que já não pertenço a esse tempo ^^

by XinA

parreirex disse...

o B é fácil de identificar, pelo próprio nome do café. o A já não é bem um café.

Mel disse...

Seja no café A ou no B o que importa é que haja pessoal em Palaçoulo!! Hoje e sempre;)

Terra de gente boa*

(Então e o registo das festas?!Fazem cá falta neste blogue, ah pois é!;P)

Anônimo disse...

Mas tu ainda gostas de parar no A... pelo menos para comer...