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quarta-feira, 4 de março de 2015

eu também queria um passeio

então é assim: a artéria que atravessa palaçoulo, que inclui a rua da indústria, rua do rodelão, largo da cruz e rua das eiricas tem cerca de 1300 metros (medidos pelo conta-quilómetros do carro, para verem que há muito trabalho de campo e que não se vem para aqui mandar postas sem serem devidamente preparadas). ora, desses 1300 metros, apenas cerca de 100 metros (medidos pelo conta-quilómetros do carro, para verem que há muito trabalho de campo e que não se vem para aqui mandar postas sem serem devidamente preparadas) não têm passeio.
há-de haver uma boa razão, que desconheço, para que aquele pequeno troço não tenha sido contemplado com betão. ou então não, e ficou assim porque sim. mas não deixa de ser um pouco injusto que os moradores desses 100 metros não possam sair com os seus sapatinhos de verniz directamente para um passeio.

um pouco mais a sério, que a questão pode ser séria: essa zona sem passeio é uma zona perigosa, porque os carros fogem dos paralelos e aproveitam ao máximo o alcatrão próximo das casas. com curvas, o problema agrava-se. na verdade, o passeio é secundário, o que é realmente urgente é algo que force os carros a circularem por onde devem circular: a estrada. pode ser um monte de pedras, pode ser uma vala, qualquer coisa. é claro que um passeio (ou pelo menos um lancil) fazia mais sentido, e resolvia a situação, mas qualquer coisa serve, desde que seja feita.

o facto de a minha casa estar nesses 100 metros ostracizados é um mero pormenor.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ao cuidado da junta de freguesia de palaçoulo, da junta de freguesia de sendim e da junta autónoma de estradas

comecemos por supor uma situação inverosímil: alguém que não sabe onde fica palaçoulo. suponhamos que essa pessoa, depois de tanto ouvir falar em tão bela terra, se mete no carro e resolve ir até lá. ic5, maravilha, saída para palaçoulo, muito bem. depois de sair, é bem provável que essa pessoa vá parar a sendim, muito mal. porque não viu que para seguir em direcção a palaçoulo tem de virar à esquerda no cruzamento. está lá uma placa, é verdade, mas é uma daquelas placas antigas de cimento, baixinha e com letras desbotadas que passam perfeitamente despercebidas. urge ali uma sinalização clara e bem visível. o ideal talvez até fosse uma rotunda, o que serviria também para evitar as famosas multas do stop. alguma coisa, mas assim não está bem.

é claro que, como disse inicialmente, a hipótese de alguém não saber onde fica palaçoulo é pouco credível. mas ele há gente para tudo, e não devemos permitir que uma tal alma desorientada se desoriente ainda mais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

palaçoulo, scut's e discriminação positiva

serve este post para informar os meus carros conterrâneos de uma situação que eu não sabia, e por ter achado tão surpreendente, suponho que outros também possam não saber, mas que pode ser útil:

depois de um enchente de multas por não pagamento das scuts nos correios, lá me resolvi meter a via verde. como de palaçoulo a qualquer scut vão uma carrada de quilómetros, nem me ocorreu falar das questões de discriminação positiva para moradores de concelhos que fiquem a menos de 10 ou 20 Km das ex - auto-estradas sem custos para o utilizador.
mas o certo é que a menina da via-verde insistiu (ainda bem) em experimentar com o código postal e sim: temos direito a discriminação positiva na A24 (vila real - viseu), o que permite passar lá 10 vezes por mês sem pagar, o que é muito bom para empresas e habitantes locais. a questão dos 10 ou 20 km que está na lei não é bem assim, não sei bem como fazem esse cálculo (acho que deve ser do tipo: basta que um concelho do distrito fique a menos de 20 km e já funciona), mas já sabem: se forem fazer via verde (ou se já tiverem) têm direito a discriminação positiva na A24.

provavelmente já sabiam disto, mas para mim foi novidade.