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domingo, 15 de novembro de 2015

a navalha de palaçoulo: crítica literária

obviamente que não vou aqui fazer uma crítica literária do livro com melhor título de sempre, não tenho lata nem talento para tal (o título do post foi só para atrair leitores, sabido que a literatura é um chamativo de público). e, já agora, para assuntos desse tipo podem falar com o bitór que num dos dias da festa andava com uma t-shirt do franz kafka.
contudo, mesmo sem fazer crítica literária, posso fazer uma coisa muito mais simples que os críticos também fazem: dar estrelas. e, na escala de bola preta a 5 estrelas, a navalha de palaçoulo, o novo livro de contos do transmontano a.m. pires cabral leva 5 estrelas directas. mesmo antes de ter lido já tinha as 5 estrelas. bastava o nome, claro. depois de ler, as estrelas mantêm-se.

sobre o livro, convém dizer que se trata de um livro de contos daquele que é, na minha opinião, o melhor escritor transmontano da actualidade. a navalha de palaçoulo é o nome do maior e último dos dez contos do livro, que dá também nome ao livro. os contos são todos giros, mas o último é o melhor. não vou desvendar o que se passa, mas o enredo gira, claro, à volta de uma navalha de palaçoulo, que é retratada como merece, como algo com personalidade e não um vulgar objecto. uma navalha de palaçoulo deve ser tratada com respeito, como a páginas tantas é disparado por Herculano Capela, uma das personagens do conto:

-Vai arrepender-se, digo-lho eu. O senhor fez o que fez por ciúme. Mas não se insulta assim uma navalha de Palaçoulo, mesmo em nome do amor de uma mulher.

mais não conto, vão ler que vale a pena.

terça-feira, 7 de abril de 2015

super sistema à sandokan

se, em palaçoulo, se falar em sandokan, o que primeiro vem à memória não é o tigre da malásia, o pirata criado pelo escritor italiano Emilio Salgari e popularizado por uma série de televisão. e, por estranho que pareça, o que vem à memória nem sequer é uma pessoa, mas sim um sítio lá para os lados da ribeirica.
o que já nem toda a gente de palaçoulo saberá é que o nome do sandokan é, na verdade, super sistema à sandokan. ora, este pequeno grande pormenor faz toda a diferença, porque mesmo não indicando do que se trata, denuncia logo à partida que é uma coisa em grande, um super sistema. por uma questão de ecomonia de esforço e familiaridade, o pessoal trata o super sistema à sandokan apenas por sandokan. da mesma forma que se trata o sport lisboa e benfica simplesmente por benfica. ou por maior.
toda a gente conhece o sandokan, toda a gente sabe onde fica, mas o que é na realidade esse super sistema à sandokan não se consegue explicar ou sequer compreender. simplificando muito, poderíamos dizer que o sandokan é uma propriedade rural com uma casota. ou uma casa, numa horta, onde se fazem umas petiscadas. mas também toda a gente sabe que é muito mais do que isso: o sandokan é, como agora se costuma dizer numa palavra que pode dizer muita coisa ou nada, um espaço (não apenas físico, mas também mental). para não sermos incorrectos na classificação do tipo de espaço digamos, simplesmente, que é um espaço alternativo. um espaço que cruza saberes e sabores, que abraça variadas áreas, da agricultura ao erotismo, passando pela gastronomia, a filosofia, a música, a dança e as ciências do oculto. um espaço rústico, místico, selvagem e sem fronteiras. entrar no sandokan é entrar num mundo de infinitas supresas e uma única certeza: tudo pode acontecer.
em relação ao que de concreto se passa no sandokan, é certo que algumas coisas (verdadeiras ou falsas, versões reduzidas ou amplificadas) vão saíndo para fora mas, mesmo não sendo explicíto nem cumprido à risca, há uma espécie de código à las vegas: what happens in sandokan, stays in sandokan.

sábado, 29 de junho de 2013

o chefe

há acontecimentos e pessoas que, de tão marcantes, dividem a história em duas partes: um antes e um depois. o nascimento de cristo é o maior exemplo, alterando até a forma como os anos passaram a ser contados. este post é escrito em 2013, porque passam 2013 anos desde o nascimento de cristo, ou seja é escrito em 2013 d.c. .

as abreviaturas a.c. / d.c. têm em palaçoulo (e em particular na mocidade de palaçoulo) um outro significado para além do habitual antes de cristo / depois de cristo, e não tem nada a ver com aquela banda aos berros. significam também antes do chefe / depois do chefe. porque, de facto, a chegada do chefe foi um momento de ruptura.

antes do chefe (a.c.), a mocidade andava desorientada, à deriva, sem líder a quem seguir, sem um exemplo, sem alegria, já quase nem se bebia cerveja. cada um ia para seu lado, ninguém sabia por onde andava, batia-se com a cabeça nas paredes, um caos.
depois do chefe (d.c.), tudo mudou. liderando a mocidade numa espécie de ditadura consentida (o chefe é presidente da direcção, da assembleia geral, tesoureiro e tudo o resto), o chefe impôs a sua lei, o seu povo seguiu-o, a harmonia foi alcançada e tudo floresceu: as raparigas ficaram mais bonitas, os rapazes mais viris, os campos mais verdejantes e as fontes voltaram a correr. uma espécie de paraíso surgiu.

embora partilhem características fundamentais dos grandes líderes (coragem, capacidade de mobilização, carisma) não se queira estabelecer paralelismos entre o chefe e jesus cristo, até porque há diferenças fundamentais entre estas duas grandes personagens:
- jesus cristo transformou água em vinho; o chefe dispensa a água e faz desaparecer o vinho;
- jesus cristo caminhou sobre as águas, o chefe repousa sobre pernas arqueadas;
- jesus cristo tinha doze apóstolos, o chefe tem meia grade de cerveja;
- jesus cristo ressuscitou ao terceiro dia, o chefe vomita ao terceiro dia de borracheira;
- jesus cristo subiu aos céus, o chefe desce à adega;
- jesus cristo está sentado à direita do pai, o chefe está encostado ao balcão da associação;
- jesus cristo foi crucificado, o chefe não morrerá.
viva o chefe!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

palaçoulo lança candidatura a patrimómio imaterial da humanidade: a dança do i-ó-é

depois do fado, portugal prepara-se para ter outra das suas mais importantes manifestações culturais reconhecida como património imaterial da humanidade.
fontes bem informadas (sediadas na rua das latas) garantem-me que em palaçoulo já se trabalha junto das instâncias da UNESCO para lançar a candidatura da dança do i-ó-é a tão importante distinção.

a dança do i-ó-é é uma dança individual de movimentos delicados, plena de sensualidade e que deve (se possível) ser acompanhada de uma cerveja e um cigarro. para além da rara beleza, os pontos fortes da candidatura apontam alguns aspectos muito particulares desta dança:

- a capacidade de estupefacção: ninguém que assista à dança do i-ó-é fica indiferente, e quem assiste pela primeira vez pode mesmo ficar em estado de choque;

- a adaptabilidade: pode ser dançada ao som de qualquer género musical (eventualmente até sem música), com ligeiras alterações coreográficas mas mantendo sempre a sua marca fundamental, a sedução;

- a dimensão multi-cultural: o i-ó-é é uma dança com origem em palaçoulo mas que tem grandes influências africanas, francesas e alemãs que resultaram da passagem do seu mestre por esses territórios;

- a exclusividade: apenas uma pessoa no mundo a consegue executar na perfeição, Eliseu Fernandes;

- a classe do artista.

domingo, 26 de junho de 2011

é por coisas como estas que o chefe é chefe

pormenor do perfil do chefe no facebook


mais se informa, aos interessados e interessadas, que se encontra numa relação aberta...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

surreal

é o mínimo que se pode dizer desta profunda análise de um canivete de palaçoulo:



(são pérolas destas que fazem a magia do youtube)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eliseu Fernandes


[esta imagem vale, seguramente, mais do que quaisquer mil palavras que eu pudesse escrever acerca deste senhor, personagem singular de palaçoulo (sobretudo da parte da noite), ex-combatente no ultramar, ex-emigrante na alemanha, ex-mestre de relojoaria, ex-agricultor, reputado artesão de navalhas e profundo conhecedor da arte do amor]

quinta-feira, 8 de maio de 2008

dia de São Miguel / a história do caramonico

hoje era feriado em palaçoulo.
deveria ser feriado em palaçoulo.
dia de São Miguel, o santo padroeiro.
até há poucos anos era feriado. festa.
um preço a pagar pela industrialização, dirão.
sim, mas será certo?
adiante, que hoje é dia de festa...

São Miguel não é um simples santo padroeiro de Palaçoulo. é simbolo da terra e está directamente ligado à mais forte das identificações dos habitantes de palaçoulo - os caramonicos.

resumidamente, a partir da história descrtita no livro "Mirandês e Caramonico", de José Francisco Fernandes, a sempre curiosa história do caramonico:

1790, a armação da capela-mor ruiu. ao ruir, atingiu a imagem de S. Miguel, que ficou destruída. o mesmo aconteceu ao "caramono" derrubado sob os pés do arcanjo, já carunchoso e de figura horrível, a representar o diabo, também por lá denominado "demonho", "diabro", "caramono" e "caramonico". do santo e do mafarrico apenas encontraram pedaços dispersos, e vendo que não se podia aproveitar nada, o pároco mandou uns rapazes queimar os destroços. aos rapazes, não pareceu boa ideia e um deles disse aos outros "Bó, pois vamos agora a queimar isto? ao menos o que é do diabo atiramos com ele para a lagoa, que o havemos de afogar". os outros aceitaram e reforçaram: "Então, se o lançamos para a lagoa, lançamos para lá tudo". [a famosa lagoa existia onde é agora a casa do povo, embora ocupando um espaço mais amplo. lá bebiam as vacas e nadavam os porcos, que por esses tempos deambulavam pelas ruas] os rapazes fizeram um feixe dos destroços e atiraram com tudo para a lagoa. o feixe teimava em não se afogar e até parecia que "refunfunhegava" cada vez mais, provocantemente, à medida que a água se introduzia nos buracos feitos pelo caruncho e por umas "rachicas" que tinha o "caramono".
então, para que se afogasse e parasse de refilar, os rapazes começaram a atirar-lhe calhaus, incentivando-o:"Inda refunfunhegas, caramonico de mil demonhos?!" assim continuaram, até conseguirem que, com o peso das pedras lançadas em cima, o feixe fosse ao fundo. uma onda de alvoroço começou a correr pela aldeia sobre a pirraça, "perrice", ou simples divertimento dos rapazes, mas já não foram a tempo de remediar o que fosse.
o caso foi aproximadamente assim, simples, mas iria ficar na lembrança de gerações.

mas antes, um interlúdio...

na mesma altura do afogamento do caramonico, Palaçoulo fez uma comédia humorístico-satírica, usuais naqueles tempos, onde inventou uma história dos
escrinheiros de vilar seco (terra vizinha), que quizeram chegar à lua

[a comédia dos escrinheiros e a lua:
Às gentes de vilar seco chamavam escrinheiros porque muitas pessoas se dedicavam a fazer escrinhos, com palha e casca de silva. na comédia representada pelos de palaçoulo, muito concorrida por gentes das redondezas, os representadores, com grande alarido e espalhafato, propalaram que os de Vilar Seco tinham pretendido chegar à lua com os seus escrinhos, uns obrepostos sobre os outros, empilhados em rimas, verticalmente justapostas. juntaram todos os escrinhos que havia na terra, começaram a montar o projecto, e quando estavam mesmo a chegar à lua, os escrinhos acabaram. ao verem que estavam quase a chegar à lua e sem mais escrinhos, resolveram tirar os de baixo para acrescentar em cima. obviamente, veio tudo abaixo.
(*a razão porque a torre de escrinhos ruiu não é contada por José Francisco Fernandes, mas eu não sou politicamente correcto. aliás, isso é que dá piada à comédia...)]

a gente de vilar seco não gostou da piada e prometeu a Palaçoulo que "lhas havia de pagar", e respondeu com outra comédia, onde a povoação de vilar seco explorou a passagem relacionada com a lagoa. também perante grande afluência de espectadores, em atitude espalhafatosamente burlesca e zombeteira, os de Vilar Seco clamaram e proclamaram: "Bota Calhaus! bota calhaus, que lo habemos de afogar! Ah si! Inda refunfunhegas, caramonico de mil demonhos? Palaçuolo afoga santos! caramonicos, ah caramonicos de Palaçuolo! Estais sastifeitos, ah caramonicos de palaçuolo? Caramonicos, caramonicos, siempre caramonicos"!
A partir de aí, os palaçoluences, caramonicos ficaram. os de palaçoulo não gostavam, e a gente de fora que se atrevesse a chamar "caramonico", "refunfunhega" ou, simplesmente a acenar para o caso, apanhava imediatamente com a resposta, que chegou até ao presente, bem conhecida e, em certos casos, não muito agradável:

"O santo 'stá lá no céu,
e a imagem no altar
e os cornos do vosso avô
'stão na lagoa a nadar.
Ide-os de lá sacar!"


A gente de palaçoulo chama a esta resposta a "oração", com que se pretende (e se consegue) calar e arrumar os provocadores.
(*uma versão hardcore da oração, também não referenciada no livro de J.F.F, inclui um amigável "e vós, seus filhos da puta" antes do útlimo verso)

a história do caramonico permanece até hoje, e todos os anos a tradição é renovada dia 8 de Maio (agora, no domingo mais próximo).
como memória do acontecido há mais de 200 anos, durante a procissão, a imagem de São Miguel é inclinada por três vezes consecutivas, pelos quatro rapazes que carregam o andor, imitando atirar com o "santo" quando a procissão passa no local onde estava a lagoa. muitos padres não gostavam deste acto processional, esforçando-se por o impedir, mas em vão. o santo continua a "ser atirado".


Nota:
este resumo não dispensa a leitura da história completa, contada no livro referenciado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

a pipa


situação 1: jantar a dois. primeiro jantar. bom restaurante, bom ambiente, boa comida e bom vinho. sobretudo bom vinho.
aperitivos, primeiras conversas, primeiros copos de vinho. este vinho - diz ele - é da melhor casta, da melhor colheita, de 2001.
ela prova, sorri, mas acrescenta que não acha nada de especial. na realidade, ele também não está a achar o vinho nada de especial, mas ele sabia que era da melhor colheita, da melhor casta, tinha de ser bom. e ela, deixa lá, o que é que isso interessa, vamos mudar de assunto. ele concorda, queixa-se desta primavera que nunca mais chega, ela concorda, o tempo anda horrível. a comida estava boa, ele ofereceu-se para a levar a casa, mas ela preferiu apanhar um táxi e ficaram de combinar voltar a jantar um dia destes.

situação 2: jantar a dois. primeiro jantar. bom restaurante, bom ambiente, boa comida e bom vinho. sobretudo bom vinho.
aperitivos, primeiras conversas, primeiros copos de vinho. este vinho - diz ele - é da melhor casta, da melhor colheita, de 2001.
ela prova, sorri, e diz que é, de facto, fantástico. ele concorda, aliás, já sabia que era fantástico, era da melhor colheita, da melhor casta. e ele, a servir mais dois copos a pedir para lhe falar de si. e ela a falar, e os dois a rir, depois falou ele e riam outra vez. e mais uns copos de vinho, e a conversa estava óptima, e a comida estava óptima, a sobremesa deciliciosa, o café perfeito. sairam, divertidos. ele convidou-a para ir até casa dele e ela, estava a ver que tinha de te convidar eu. e ainda havia daquele vinho em casa, da melhor casta. da melhor colheita...

Obviamente são 2 situações que se desenvolvem nas mesmas condições, com resutados diametralmente opostos. o ponto de disturbio das situações está claramente no vinho. mas como, se o vinho era do mesmo, da melhor casta, da melhor colheita de 2001? eram de facto dois vinhos da melhor colheita da melhor casta de 2001, mas eram vinhos diferentes: o vinho da situação 2 tinha sido armazenado e tratado em pipas de palaçoulo, o vinho da situação 1, não.


P.S. a qualidade das pipas produzidas em palaçoulo remonta à antiguidade: consta que Baco, deus romano do vinho (porque percebia muito de vinhos, e que gostava de bacanais, aliás bacanal deriva de baco) terá recusado uma noite louca com Vénus, deusa romana do amor (porque percebia muito do amor), por esta lhe ter servido um copo de vinho que não tinha sido tratado em pipas de palaçoulo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

a mini

falar de palaçoulo sem falar da mini, é como falar de portugal sem falar de fado. faz parte da essência. da cultura. recentemente, é certo. mas vingou.
acompanhadas por tremoços, presunto ou por outras minis (criando, não raras vezes, filas de espera), a mini é presença constante nos balcões e mesas dos cafés locais.
bebem-se a toda a hora e por (quase) toda a gente. ir ao café beber uma mini é um hábito de quebra de rotina. mas, cuidado, ir ao café beber uma mini pode significar voltar para casa com 10.

mini para jogar cartas, mini para ver futebol, mini para conversar, mini para beber ao balcão, mini para beber na esplanada, mini à volta do fogareiro, mini 'arrancadeira' para ir embora e mais uma mini 'arrancadeira', agora é que é a última, e mais outra e mais outra... e no dia seguinte, após o café, já se bebe uma mini.

se existisse um ranking de consumo de minis em localidades, per capita, palaçoulo estaria seguramente no top.
milhares e milhares de minis convivem anualmente com os habitantes e visitantes locais, com especial incidência nos tórridos dias (e noites) de verão e esta relação parece correr bem, pois não é raro ver pessoas contentes, claramente por causa das ditas. as minis, essas, não se manifestam.
os vendedores agradecem.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

a navalha

quem usar navalhas/facas que não de palaçoulo para descascar uma batata que seja, devia cortar-se (só um bocadinho, para não aleijar muito) à primeira tentativa. para se lembrar que está a usar o objecto errado. as facas são de palaçoulo. ponto. como os ovos moles são de aveiro.
quem liga a ovos moles de santarém? quem liga a navalhas de setúbal ou de Hong Kong? nunca ninguém puxará da sua navalha e dirá, com orgulho: repara que esta navalha é de Hong Kong. ou de setubal. Já as 'palaçoulas', como também são conhecidas, são exibidas como preciosidades. grandes ou pequenas. utilitárias ou personalizadas. industriais ou artesanais. são de todos os tipos e são as melhores.

as navalhas de palaçoulo são tão boas que, consta, se alguém for esfaqueado (ou navalhado) por uma delas não morrerá, porque a navalha se recusa a cortar qualquer órgão vital, ganhando um controlo próprio que a faz desviar para zonas menos ofensivas. só para ver quão boas são...


é normal pessoas referirem-se a palaçoulo como a terra das navalhas, sendo no entanto um pouco redutora esta definição, dados os (muitos) outros factores (e sectores) relevantes da terra.
normal também, e agora de forma mais exacta, é referirem-se às navalhas como 'aquelas coisas que cortam e são feitas em palaçoulo'.