fui a miranda à feira do fumeiro:
comprei uns sapatos e um livro.
isto agora anda tudo muito estranho, como o tempo.
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terça-feira, 1 de março de 2016
terça-feira, 7 de abril de 2015
super sistema à sandokan
se, em palaçoulo, se falar em sandokan, o que primeiro vem à memória não é o tigre da malásia, o pirata criado pelo escritor italiano Emilio Salgari e popularizado por uma série de televisão. e, por estranho que pareça, o que vem à memória nem sequer é uma pessoa, mas sim um sítio lá para os lados da ribeirica.
o que já nem toda a gente de palaçoulo saberá é que o nome do sandokan é, na verdade, super sistema à sandokan. ora, este pequeno grande pormenor faz toda a diferença, porque mesmo não indicando do que se trata, denuncia logo à partida que é uma coisa em grande, um super sistema. por uma questão de ecomonia de esforço e familiaridade, o pessoal trata o super sistema à sandokan apenas por sandokan. da mesma forma que se trata o sport lisboa e benfica simplesmente por benfica. ou por maior.
toda a gente conhece o sandokan, toda a gente sabe onde fica, mas o que é na realidade esse super sistema à sandokan não se consegue explicar ou sequer compreender. simplificando muito, poderíamos dizer que o sandokan é uma propriedade rural com uma casota. ou uma casa, numa horta, onde se fazem umas petiscadas. mas também toda a gente sabe que é muito mais do que isso: o sandokan é, como agora se costuma dizer numa palavra que pode dizer muita coisa ou nada, um espaço (não apenas físico, mas também mental). para não sermos incorrectos na classificação do tipo de espaço digamos, simplesmente, que é um espaço alternativo. um espaço que cruza saberes e sabores, que abraça variadas áreas, da agricultura ao erotismo, passando pela gastronomia, a filosofia, a música, a dança e as ciências do oculto. um espaço rústico, místico, selvagem e sem fronteiras. entrar no sandokan é entrar num mundo de infinitas supresas e uma única certeza: tudo pode acontecer.
em relação ao que de concreto se passa no sandokan, é certo que algumas coisas (verdadeiras ou falsas, versões reduzidas ou amplificadas) vão saíndo para fora mas, mesmo não sendo explicíto nem cumprido à risca, há uma espécie de código à las vegas: what happens in sandokan, stays in sandokan.
o que já nem toda a gente de palaçoulo saberá é que o nome do sandokan é, na verdade, super sistema à sandokan. ora, este pequeno grande pormenor faz toda a diferença, porque mesmo não indicando do que se trata, denuncia logo à partida que é uma coisa em grande, um super sistema. por uma questão de ecomonia de esforço e familiaridade, o pessoal trata o super sistema à sandokan apenas por sandokan. da mesma forma que se trata o sport lisboa e benfica simplesmente por benfica. ou por maior.
toda a gente conhece o sandokan, toda a gente sabe onde fica, mas o que é na realidade esse super sistema à sandokan não se consegue explicar ou sequer compreender. simplificando muito, poderíamos dizer que o sandokan é uma propriedade rural com uma casota. ou uma casa, numa horta, onde se fazem umas petiscadas. mas também toda a gente sabe que é muito mais do que isso: o sandokan é, como agora se costuma dizer numa palavra que pode dizer muita coisa ou nada, um espaço (não apenas físico, mas também mental). para não sermos incorrectos na classificação do tipo de espaço digamos, simplesmente, que é um espaço alternativo. um espaço que cruza saberes e sabores, que abraça variadas áreas, da agricultura ao erotismo, passando pela gastronomia, a filosofia, a música, a dança e as ciências do oculto. um espaço rústico, místico, selvagem e sem fronteiras. entrar no sandokan é entrar num mundo de infinitas supresas e uma única certeza: tudo pode acontecer.
em relação ao que de concreto se passa no sandokan, é certo que algumas coisas (verdadeiras ou falsas, versões reduzidas ou amplificadas) vão saíndo para fora mas, mesmo não sendo explicíto nem cumprido à risca, há uma espécie de código à las vegas: what happens in sandokan, stays in sandokan.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
proposta para alterar o dia de folar
hoje é dia de folar. já falei do dia de folar
aqui, não me vou repetir. hoje, dia de folar, lamento que o folar já não seja o que foi. por várias razões, não há condições para que a ronda de folar se continue a fazer na segunda feira, pelo menos condições que garantam uma grande participação. por isso, a minha sugestão era alterar o dia de folar para o sábado antes da páscoa. para além de que quase toda a gente terá disponibilidade, normalmente é nesse dia que se fazem os folares, pelo que estarão ainda mais frescos e saborosos. claro que a missa de domingo não se poderia continuar a realizar às nove da manhã, pois poderia acontecer um cruzamento temporal entre sagrado e profano com consequências imprevisíveis.
dirão que não, que o dia de folar é segunda de páscoa, que sempre foi assim e tal, que as tradições devem ser mantidas. certo, as tradições devem ser mantidas, mas se a única forma de manter uma tradição é alterá-la, pois assim deve ser.
[esta proposta é, sobretudo, a pensar nas novas gerações. para que não passem pela juventude sem experienciar a magia de um dia de folar em palaçoulo]
dirão que não, que o dia de folar é segunda de páscoa, que sempre foi assim e tal, que as tradições devem ser mantidas. certo, as tradições devem ser mantidas, mas se a única forma de manter uma tradição é alterá-la, pois assim deve ser.
[esta proposta é, sobretudo, a pensar nas novas gerações. para que não passem pela juventude sem experienciar a magia de um dia de folar em palaçoulo]
quinta-feira, 4 de abril de 2013
o pão de palaçoulo
[passada a época dos folares, falemos de pão...]
quando tive que viver fora de palaçoulo, os meus amigos e colegas estranhavam o facto de eu comer sempre pão às refeições. sempre. comer sem pão não fazia sentido. fosse carne, peixe, massa, qualquer coisa, tudo era acompanhado com pão. hoje, passados 16 anos (meu deus!!!), é raro almoçar ou jantar acompanhado de pão, a não ser que o tipo de comida o exija ou que esteja em palaçoulo.
depois de uma profunda reflexão, cheguei a três conclusões:
- que estou a ficar velho;
- que estava habituado a comer pão porque o pão era muito bom;
- que fui deixando progressivamente de comer pão porque o pão não era tão bom.
fosse o pão um produto com maior durabilidade e palaçoulo teria outra marca mundialmente conhecida, a par das facas e das pipas.
é mais um dos luxos de morar em palaçoulo e arredores: ter, todos os dias, o melhor pão do mundo fresquinho, ou quentinho, como preferirem.
já para não falar do pão de caleija... que me desculpem as duas padarias da terra que que fazem um pão delicioso, mas ainda assim o melhor pão de palaçoulo é o pão que a minha mãe faz.
quando tive que viver fora de palaçoulo, os meus amigos e colegas estranhavam o facto de eu comer sempre pão às refeições. sempre. comer sem pão não fazia sentido. fosse carne, peixe, massa, qualquer coisa, tudo era acompanhado com pão. hoje, passados 16 anos (meu deus!!!), é raro almoçar ou jantar acompanhado de pão, a não ser que o tipo de comida o exija ou que esteja em palaçoulo.
depois de uma profunda reflexão, cheguei a três conclusões:
- que estou a ficar velho;
- que estava habituado a comer pão porque o pão era muito bom;
- que fui deixando progressivamente de comer pão porque o pão não era tão bom.
fosse o pão um produto com maior durabilidade e palaçoulo teria outra marca mundialmente conhecida, a par das facas e das pipas.
é mais um dos luxos de morar em palaçoulo e arredores: ter, todos os dias, o melhor pão do mundo fresquinho, ou quentinho, como preferirem.
já para não falar do pão de caleija... que me desculpem as duas padarias da terra que que fazem um pão delicioso, mas ainda assim o melhor pão de palaçoulo é o pão que a minha mãe faz.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
palaçoulo: uma excessiva mediatização?
num comentário a um post anterior, um leitor levanta uma questão interessante relacionada com os benefícios ou problemas que esta recente e crescente mediatização da terra pode trazer à aldeia.
primeiro: se me perguntarem se esta mediatização tem sido excessiva, diria que sim. porque quando as notícias são essencialmente as mesmas, apenas com ligeiras variações de intervenientes deixam de ser notícias no real sentido da palavra e passam a ser reportagens, que se forem pouco mais do que repetições acabam por perder interesse. no entanto, percebo bem este 'excesso' que, quanto a mim, tem a ver com dois pontos principais: um interno outro externo. primeiro o externo, que é mais ligeiro: em tempos de crise, a comunicação social gosta de apresentar, para variar um pouco, bons exemplos, casos de sucesso, sítios onde as coisas ainda correm bem, aldeias industrializadas e sem desemprego, etc. a razão interna é mais polémica: talvez uma das razões para o desenvolvimento das indústrias principais de palaçoulo tenha a ver com a competição entre empresas, sempre (pelo menos desde que eu me lembro) houve mais do que uma indústria a produzir o mesmo tipo de produto. essa competição também se nota quando toca a aparecer na televisão. se uma empresa aparece numa reportagem logo surgirá uma outra reportagem de outro qualquer meio de comunicação social que fala sobre a outra empresa, e por aí fora.
segundo: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido benefícios à terra, diria que sim, mas não muito. sim, porque, pelo menos para as empresas é publicidade, boa publicidade, e se é bom para as empresas da terra é bom para a terra no seu todo. não muito, porque me parece que não têm sido exploradas muitas oportunidades, nomeadamente a nível turístico: por exemplo, quando se fala nos restaurantes da terra refere-se sobretudo o facto de (por haver muitos funcionários nas empresas locais) terem muitos clientes nas diárias e venderem almoços para fora, e não se fala na excelente gastronomia local (posta à mirandesa, entre outros). parece-me que se podia aproveitar mais o espaço mediático que a indústria abre para potenciar outros factores da terra como a (já referida) gastronomia , a cultura (caramonico, pauliteiros), os recursos naturais ou a caça. aparentemente também não tem servido para puxar investimento local: por exemplo, fazia sentido a IC5 ter uma saída para a aldeia mais industrializada do distrito, e fazia sentido isso ser dito e reivindicado nessas reportagens.
terceiro: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido problemas à terra, diria que não. é certo que já ouvi (sobretudo de pessoas mais idosas) coisas do género 'isto de estar sempre a passar na televisão a dizer que aqui se vive bem ainda vai trazer para cá ladrões', mas situações desse tipo não me parecem prováveis até porque esse tipo de assaltantes de aldeias preferem aldeias isoladas, o que não é o caso (e isso mesmo é confirmado pelas mesmas notícias). também não acho que, como diz o comentador, as pessoas da terra possam estar a cair no "engodo" da comunicação social com coisas do tipo "os governantes de portugal deveriam vir a palaçoulo aprender". as pessoas de palaçoulo são inteligentes e percebem que isso são soundbytes que a comunicação social adora. a televisão não vai convencer ninguém com baixa qualidade de vida que tem uma boa vida só por viver em palaçoulo, quando ela sabe que não é assim. e ninguém conhece as pessoas de palaçoulo melhor do que as próprias pessoas de palaçoulo. mas uma coisa é certa, ninguém duvide que num sábado à noite, a altas horas da madrugada, num qualquer café de palaçoulo, se encontravam quatro ou cinco gajos com melhores ideias para este país do que o passos coelho e seus amigos.
primeiro: se me perguntarem se esta mediatização tem sido excessiva, diria que sim. porque quando as notícias são essencialmente as mesmas, apenas com ligeiras variações de intervenientes deixam de ser notícias no real sentido da palavra e passam a ser reportagens, que se forem pouco mais do que repetições acabam por perder interesse. no entanto, percebo bem este 'excesso' que, quanto a mim, tem a ver com dois pontos principais: um interno outro externo. primeiro o externo, que é mais ligeiro: em tempos de crise, a comunicação social gosta de apresentar, para variar um pouco, bons exemplos, casos de sucesso, sítios onde as coisas ainda correm bem, aldeias industrializadas e sem desemprego, etc. a razão interna é mais polémica: talvez uma das razões para o desenvolvimento das indústrias principais de palaçoulo tenha a ver com a competição entre empresas, sempre (pelo menos desde que eu me lembro) houve mais do que uma indústria a produzir o mesmo tipo de produto. essa competição também se nota quando toca a aparecer na televisão. se uma empresa aparece numa reportagem logo surgirá uma outra reportagem de outro qualquer meio de comunicação social que fala sobre a outra empresa, e por aí fora.
segundo: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido benefícios à terra, diria que sim, mas não muito. sim, porque, pelo menos para as empresas é publicidade, boa publicidade, e se é bom para as empresas da terra é bom para a terra no seu todo. não muito, porque me parece que não têm sido exploradas muitas oportunidades, nomeadamente a nível turístico: por exemplo, quando se fala nos restaurantes da terra refere-se sobretudo o facto de (por haver muitos funcionários nas empresas locais) terem muitos clientes nas diárias e venderem almoços para fora, e não se fala na excelente gastronomia local (posta à mirandesa, entre outros). parece-me que se podia aproveitar mais o espaço mediático que a indústria abre para potenciar outros factores da terra como a (já referida) gastronomia , a cultura (caramonico, pauliteiros), os recursos naturais ou a caça. aparentemente também não tem servido para puxar investimento local: por exemplo, fazia sentido a IC5 ter uma saída para a aldeia mais industrializada do distrito, e fazia sentido isso ser dito e reivindicado nessas reportagens.
terceiro: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido problemas à terra, diria que não. é certo que já ouvi (sobretudo de pessoas mais idosas) coisas do género 'isto de estar sempre a passar na televisão a dizer que aqui se vive bem ainda vai trazer para cá ladrões', mas situações desse tipo não me parecem prováveis até porque esse tipo de assaltantes de aldeias preferem aldeias isoladas, o que não é o caso (e isso mesmo é confirmado pelas mesmas notícias). também não acho que, como diz o comentador, as pessoas da terra possam estar a cair no "engodo" da comunicação social com coisas do tipo "os governantes de portugal deveriam vir a palaçoulo aprender". as pessoas de palaçoulo são inteligentes e percebem que isso são soundbytes que a comunicação social adora. a televisão não vai convencer ninguém com baixa qualidade de vida que tem uma boa vida só por viver em palaçoulo, quando ela sabe que não é assim. e ninguém conhece as pessoas de palaçoulo melhor do que as próprias pessoas de palaçoulo. mas uma coisa é certa, ninguém duvide que num sábado à noite, a altas horas da madrugada, num qualquer café de palaçoulo, se encontravam quatro ou cinco gajos com melhores ideias para este país do que o passos coelho e seus amigos.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
são sebastião
palaçoulo tem muitas festas e todas as festas são diferentes. são sebastião é a festa de inverno de palaçoulo, a única festa em tempo frio. o dia de são sebastião é dia 20 de janeiro e a festa é no domingo mais próximo. este ano coincidiu, o que tem sempre mais piada.
é uma festa de todo o povo, mas é talvez a festa mais local ou bairrista da terra. no sentido em que o pessoal do rodelão (no sentido da parte de baixo da aldeia, e não apenas da rua do rodelão) lhe tem um carinho especial. é normal, tendo em conta que o próprio santo mora no rodelão, na sua capela que até é mais antiga que a igreja matriz.
mas a principal particularidade e curiosidade da festa de são sebastião tem a ver com o peditório. ou melhor, com as oferendas que são feitas e com o que se faz com elas. em vez de dinheiro, e por ser época de fumeiro, a são sebastião oferecem-se chouriças, chouriços, alheiras, orelhas de porco, pés de porco e outros petiscos, o que nos leva a supor que o mártir também gostava das coisas boas da vida. também lhe oferecem vinho, guindas, azeitonas, bolos e outros acompanhamentos. no final da missa, as ofertas são leiloadas. normalmente, o que acontece é que quem oferece acaba por comprar (em leilão) a sua oferta. mas nem sempre isso acontece e muitas vezes, por picardia ou simplesmente por interesse, alguns lotes são levados a valores altíssimos. quando o leilão começa, o lume já está feito e a mesa já está posta. começam a chegar chouriças e vinho, começa-se a assar, a comer e a provar vinhos. come-se e bebe-se enquanto o leilão dura e bem depois do final, até que as barrigas estejam satisfeitas. quem compra faz o que quer com o lote, mas o que muita gente faz é deixar na mesa comunitária para partilhar. toda a gente pode comer, mas, em princípio, apenas quem compra alguma coisa e deixa na mesa se sente à vontade para participar no lanche ajantarado.
tirando uma certa ostentação que ninguém leva a mal e que o santo agradece, a festa é bonita e o convívio é saudável.
também há baile, com gaita, caixa e bombo e até conjunto, mas o mais importante desta festa são mesmo as chouriças.
já não estava na festa de são sebastião há alguns anos, já passou mais de uma semana, mas ainda não tinha tido vagar de deixar aqui um registo sobre tão tradicional festa e não podia deixar de o fazer.
p.s. por falar em fumeiro, hoje comi bulho ao almoço. devia tê-lo deixado cozer mais quinze minutos, mas estava delicioso.
é uma festa de todo o povo, mas é talvez a festa mais local ou bairrista da terra. no sentido em que o pessoal do rodelão (no sentido da parte de baixo da aldeia, e não apenas da rua do rodelão) lhe tem um carinho especial. é normal, tendo em conta que o próprio santo mora no rodelão, na sua capela que até é mais antiga que a igreja matriz.
mas a principal particularidade e curiosidade da festa de são sebastião tem a ver com o peditório. ou melhor, com as oferendas que são feitas e com o que se faz com elas. em vez de dinheiro, e por ser época de fumeiro, a são sebastião oferecem-se chouriças, chouriços, alheiras, orelhas de porco, pés de porco e outros petiscos, o que nos leva a supor que o mártir também gostava das coisas boas da vida. também lhe oferecem vinho, guindas, azeitonas, bolos e outros acompanhamentos. no final da missa, as ofertas são leiloadas. normalmente, o que acontece é que quem oferece acaba por comprar (em leilão) a sua oferta. mas nem sempre isso acontece e muitas vezes, por picardia ou simplesmente por interesse, alguns lotes são levados a valores altíssimos. quando o leilão começa, o lume já está feito e a mesa já está posta. começam a chegar chouriças e vinho, começa-se a assar, a comer e a provar vinhos. come-se e bebe-se enquanto o leilão dura e bem depois do final, até que as barrigas estejam satisfeitas. quem compra faz o que quer com o lote, mas o que muita gente faz é deixar na mesa comunitária para partilhar. toda a gente pode comer, mas, em princípio, apenas quem compra alguma coisa e deixa na mesa se sente à vontade para participar no lanche ajantarado.
tirando uma certa ostentação que ninguém leva a mal e que o santo agradece, a festa é bonita e o convívio é saudável.
também há baile, com gaita, caixa e bombo e até conjunto, mas o mais importante desta festa são mesmo as chouriças.
já não estava na festa de são sebastião há alguns anos, já passou mais de uma semana, mas ainda não tinha tido vagar de deixar aqui um registo sobre tão tradicional festa e não podia deixar de o fazer.
p.s. por falar em fumeiro, hoje comi bulho ao almoço. devia tê-lo deixado cozer mais quinze minutos, mas estava delicioso.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
já era altura do canhono ter o reconhecimento merecido
Cordeiro Mirandês e Cabrito do Alentejo são produtos protegidos
quando se fala de gastronomia mirandesa é incontornável falar-se da posta à mirandesa. percebe-se que assim seja. não se percebe tão bem que habitualmente se esqueça o delicioso cordeiro mirandês. pode ser que agora passe a ser lembrado como merece.
quando se fala de gastronomia mirandesa é incontornável falar-se da posta à mirandesa. percebe-se que assim seja. não se percebe tão bem que habitualmente se esqueça o delicioso cordeiro mirandês. pode ser que agora passe a ser lembrado como merece.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
a propósito do post anterior
há uns tempos atrás, numa tentativa arrojada de cortar presunto a quatro mãos, eu (que também tenho a mania que sou um dos melhores cortadores de presunto de palaçoulo) ia cortando um dedo ao melhor cortador de presunto de palaçoulo. ainda houve sangue...
ao cuidado do orlando teixeira, melhor cortador de presunto de palaçoulo
da próxima vez, quero o presunto servido assim, se faz favor:
a propósito da notícia:
Cortar presunto é uma arte, e Zacarias é mestre: Zacarías Píriz Estévez é Mestre Cortador de Presunto, Faca de Ouro, e presidente da associação dos cortadores de presunto de Espanha - e na sexta-feira passada fez uma demonstração da sua arte na Fortaleza do Guincho, onde o chef Vincent Farges recebeu a 2ª edição da Rota das Estrelas.
a propósito da notícia:
Cortar presunto é uma arte, e Zacarias é mestre: Zacarías Píriz Estévez é Mestre Cortador de Presunto, Faca de Ouro, e presidente da associação dos cortadores de presunto de Espanha - e na sexta-feira passada fez uma demonstração da sua arte na Fortaleza do Guincho, onde o chef Vincent Farges recebeu a 2ª edição da Rota das Estrelas.
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