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terça-feira, 4 de junho de 2013

até já, tio joão

O programa “Bom dia, Tio João”, que durante quase 24 anos deu voz, a partir de Bragança, sobretudo aos idosos isolados, está silenciado desde sexta-feira, deixando em “choque” a “família” que fez da rádio uma instituição social.

nunca fui ouvinte do mais famoso programa de rádio de bragança (até porque começava às 6 da manhã), mas isso não significa que não ache o programa interessante. podia não o ser para mim, mas era-o para muitas pessoas que tinham ali uma companhia diária e partilhavam estórias e momentos com uma vasta comunidade de pessoas com os mesmos interesses, conhecidos, conhecidos da rádio ou desconhecidos de todo, na tal 'família do tio joão'. para muitas pessoas a família do tio joão era, provavelmente, a sua única família. era a rádio a cumprir a sua função social. a partir de agora, um programa de proximidade feito por pessoas locais para as pessoas locais passa a ser substituído por programação da M80, provavelmente feita por um computador a partir de lisboa. custa muito a perceber esta opção até porque, dada a popularidade do programa, mesmo economicamente o projecto deve ser viável. enfim, assim vão as coisas, os grandes (media capital) continuam a papar tudo e as especificidades tendem a desaparecer. mas, neste caso, não acredito que o 'tio joão' desapareça. desapareceu da RBA, mas há-de haver alguma rádio local, enquanto houver rádios locais, que aproveite o que foi criado ao longo destes 24 anos. até já, então.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

palaçoulo: uma excessiva mediatização?

num comentário a um post anterior, um leitor levanta uma questão interessante relacionada com os benefícios ou problemas que esta recente e crescente mediatização da terra pode trazer à aldeia.

primeiro: se me perguntarem se esta mediatização tem sido excessiva, diria que sim. porque quando as notícias são essencialmente as mesmas, apenas com ligeiras variações de intervenientes deixam de ser notícias no real sentido da palavra e passam a ser reportagens, que se forem pouco mais do que repetições acabam por perder interesse. no entanto, percebo bem este 'excesso' que, quanto a mim, tem a ver com dois pontos principais: um interno outro externo. primeiro o externo, que é mais ligeiro: em tempos de crise, a comunicação social gosta de apresentar, para variar um pouco, bons exemplos, casos de sucesso, sítios onde as coisas ainda correm bem, aldeias industrializadas e sem desemprego, etc. a razão interna é mais polémica: talvez uma das razões para o desenvolvimento das indústrias principais de palaçoulo tenha a ver com a competição entre empresas, sempre (pelo menos desde que eu me lembro) houve mais do que uma indústria a produzir o mesmo tipo de produto. essa competição também se nota quando toca a aparecer na televisão. se uma empresa aparece numa reportagem logo surgirá uma outra reportagem de outro qualquer meio de comunicação social que fala sobre a outra empresa, e por aí fora.

segundo: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido benefícios à terra, diria que sim, mas não muito. sim, porque, pelo menos para as empresas é publicidade, boa publicidade, e se é bom para as empresas da terra é bom para a terra no seu todo. não muito, porque me parece que não têm sido exploradas muitas oportunidades, nomeadamente a nível turístico: por exemplo, quando se fala nos restaurantes da terra refere-se sobretudo o facto de (por haver muitos funcionários nas empresas locais) terem muitos clientes nas diárias e venderem almoços para fora, e não se fala na excelente gastronomia local (posta à mirandesa, entre outros). parece-me que se podia aproveitar mais o espaço mediático que a indústria abre para potenciar outros factores da terra como a (já referida) gastronomia , a cultura (caramonico, pauliteiros), os recursos naturais ou a caça. aparentemente também não tem servido para puxar investimento local: por exemplo, fazia sentido a IC5 ter uma saída para a aldeia mais industrializada do distrito, e fazia sentido isso ser dito e reivindicado nessas reportagens.

terceiro: se me perguntarem se esta mediatização tem trazido problemas à terra, diria que não. é certo que já ouvi (sobretudo de pessoas mais idosas) coisas do género 'isto de estar sempre a passar na televisão a dizer que aqui se vive bem ainda vai trazer para cá ladrões', mas situações desse tipo não me parecem prováveis até porque esse tipo de assaltantes de aldeias preferem aldeias isoladas, o que não é o caso (e isso mesmo é confirmado pelas mesmas notícias). também não acho que, como diz o comentador, as pessoas da terra possam estar a cair no "engodo" da comunicação social com coisas do tipo "os governantes de portugal deveriam vir a palaçoulo aprender". as pessoas de palaçoulo são inteligentes e percebem que isso são soundbytes que a comunicação social adora. a televisão não vai convencer ninguém com baixa qualidade de vida que tem uma boa vida só por viver em palaçoulo, quando ela sabe que não é assim. e ninguém conhece as pessoas de palaçoulo melhor do que as próprias pessoas de palaçoulo. mas uma coisa é certa, ninguém duvide que num sábado à noite, a altas horas da madrugada, num qualquer café de palaçoulo, se encontravam quatro ou cinco gajos com melhores ideias para este país do que o passos coelho e seus amigos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

o que é que francis ford coppola tem em comum comigo?

ambos somos consumidores de produtos made in palaçoulo.

já se sabia que o realizador de apocalypse now e de o padrinho era senhor de bom gosto. esta notícia é só uma confirmação:
a notícia, publicada na revista fugas (do público), já é do sábado passado, mas só ontem (e por acaso) lhe pus a vista em cima.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

já três ou quatro meses que não havia uma reportagem deste tipo, já tardava:

desta vez, na rádio renascença.

Renascença V+Ver todos os videos
A aldeia sem desemprego
Rádio RenasceçaMais informação sobre este video

terça-feira, 24 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

o mirandês no new york times

In Portugal, Mirandese Spoken Here — and Only Here

depois desta publicação, vai vir charters de americanos para o planalto mirandês.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

montaria do pessoal de palaçoulo na rtp

este ano a mui famosa montaria da casa do pessoal da rtp vai acontecer em palaçoulo, no dia 11 de fevereiro. (mais informações aqui)


este evento faz parte de um intercâmbio estabelecido entre a aldeia de palaçoulo e a televisão pública, que ira prosseguir em março com a I montaria do pessoal de palaçoulo, a realizar nas instalações da rtp.
catarina furtado, sílvia alberto, sónia araújo e outras espécies selvagens da estação serão soltas pelo edifício da rtp prontas para serem caçadas pelos valentes caçadores caramonicos. quem caçar o malato tem um prémio: fazê-lo feliz. que conste, para todos os efeitos, que eu não sou caçador.

[nota: consegui resistir ao trocadilho entre montaria e montar as espécies.]
[nota(2): afinal não consegui.]

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

desta vez, a sic: Palaçoulo, aldeia imune à crise



a nível de presenças da televisão portuguesa, a aldeia de palaçoulo já rivaliza com josé sócrates (mais o seu caso freeport) ou cristiano ronaldo (mais os seus casos amorosos).
agora, a notícia não é "palaçoulo apareceu na televisão". noticia agora é "esta semana não houve reportagens sobre palaçoulo em nenhuma televisão". e isso é que são boas notícias.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

pipos sem fronteiras


mais uma vez, a notícia de capa do jornal Nordeste é sobre palaçoulo, o que já começa a ser um hábito. desta vez, a propósito de uma tanoaria que "é um verdadeiro caso de sucesso a nível mundial."
ver notícia

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

navalhas com fair-play


o Jornal Nordeste fez a última capa com o lançamento de uma nova linha de produtos oficias dos 3 grandes clubes portugueses, made in palaçoulo.
ver notícia

quarta-feira, 21 de maio de 2008

referência incontornável

a revista visão está a distribuir um guia "Portugal Inesquecível", em fascículos por regiões. esta semana é sobre Trás-os-Montes e Alto Douro, e na secção de compras lá estão as obrigatórias navalhas de palaçoulo. a visita a palaçoulo faz, também, parte de um dos percursos de passeio recomendados.